16 de julho de 2007

Drink me and Eat me.



Sentado na frente do Pc vou me permitir escrever da forma que sempre escrevo nas minhas ficções. De peito aberto, sem cortar nada, mesmo que as pessoas se confundam.
Sendo que agora não é ficção. Sou eu, Felipe que vos falo.

A janela do quarto está fechada e aqui dentro permanece frio, da mesma forma que a melodia furiosa de Linkin Park toca e parece explodir meus tímpanos em dor. Mas não me importo, ou tento não dar importancia a isso, como a janela do msn onde o Flávio tah piscando falando algo de um boneco de pelúcia com aparência duvidosa e que tem algum programa no Japão que se eu for falar realmente me lembra uma titica digivoluída em algo e com dentes... (mas não vem ao caso).

O problema é que eu não consigo afastar a impressão de que algo está muito errado no dia de hoje. Que mesmo que o céu tenha se fechado de uma forma magistral e coroado o Rio de Janeiro com uam chuva abençoada, e letárgica, que fez o dia se prolongar modorrento. Algo no meu círculo de amigos se desvirtuou completamente. Algo quebrou. E isso se chama " Desgraça".

"Desgraça, meu filho, desgraça" - Gabrielle para Lestat em o Vampiro Lestat.

É bem exagerado. Exagerado e extremo como as pessoas costumam me definir. Dizem, falam... Ah o Felipe sente muito mais do que os outros sentem
Ah o Felipe sofre a tóa, o Felipe pensa e não pára de pensar,de analisar em vez de viver, O Felipe isso ou aquilo... Sem preceber que isso é condição para conviver comigo.
E aí chega a parte:" Temos que salvar o Felipe dele mesmo". "Temos que nos intrometer na vida do Felipe" ... Mesmo não tendo coragem de perguntar o eu tenho, pq nem sempre estão afim de ouvir,ou alegam que eu terei uma justificativa... que não vão concordar... Então falam por mim.
Acho que ... seria errado demais criar conjecturas sobre os sentimentos de qualquer pessoa não é?Acho que nessa parte alguém cometeu um erro quando invadiu os meus. E esse erro se tornou uma bola de neve. E temo dizer que esse erro foi fatal.E agora está me causando uma genuína dor de cabeça.

Sendo sincero, o que pra uns é sexo, pra mim é carinho. O que pra uns é desejo, pra mim é ansia,o que uns é masturbação, pra mim é cafuné.

Pq eu gosto de ouvir a voz, ouvir a risada, sentir o cheiro. Momentos... momentos que podem ser tanto em pé numa varanda olho no olho, quanto pode ser numa cama suando e fazendo sexo...

Mas até alguém me conhecer desta forma... pode demorar meia hora ou uma pequena eternidade.. ..
Bem, se eu quiser olhar no dia seguinte na cara da pessoa sem pensar que cometi um erro, demora.
Devo confessar, amo sexo. Mais do que a maioria das pessoas ama. E sou gay o que piora um pouco, então gosto triplicadamente de sexo e sei o quanto é fácil consegui-lo, com o corpo que tenho, com o porte que tenho. E o fato de saber onde achar e como chegar, é facil pra mim...até demais com esses tempos de ORKUT e o escambau.
Há alguns anos, eu não me importava muito com isso... Fodia mesmo. Meu objetivo era ter prazer e foda-se . E hoje ainda o é... se eu não tivesse me viciado em preservar momentos. Em preservar pessoas. Em quere-las bem. Em saber que há sempre um depois.
Ah momentos? Ah fala sério Felipe, uma tarde no parque é mais proveitosa que uma trepada num motel?
Não coloco assim, coloco que... se eu te conheço em uma tarde, se eu conheço o que você pensa, o que você sente... Se eu conheço você, e você me conhece, vai ser bem melhor quando eu trepar/fuder/comer/ou o que quer que falem, com a pessoa. Ou mesmo se eu não fuder, naum vai permanecer a lembrança?
Pq na ausência de palavras, você só usa o que você tem de melhor. A linguagem completa do corpo. Numa conversa você usa os dois.
Tudo se intensifica.
Idiotice? Inocência?
Sexo é sexo. é puro, é lascivo, é direto. E por isso é instantâneo,autêntico. É terminável,(mesmo que só termine pq naum se tenha mais porra a ser liberada por ambas as partes) é de alguma forma é liberador.
Mas eu ainda prefiro ter algo pra depois... Pq juntos ou separados, aquelas pessoas vão ter um depois... E eu prefiro um depois onde eu possa ter essa pessoa no futuro, como amigo, namorado, amante ou o que seja.

E quanto a conversas... Eu gosto de conversar. Não digo que me abrirei em qualquer uma... E Para qualquer um. Ser sincero não é ser aberto.Só digo o que eu sinto, não tenho vergonha de assumir. Conquisto meu espaço gradativamente, ou não, na vida de quem me importa, e procuro me manter lá, estendendo minha mão com confiança e carinho.

E quando eu digo "você é importante" é pq você realmente é importante.
Acho que, na vida a gente cruza com 900 tipos de pessoas, e mesmo nesse turbilhão de infinitestimais seres humanos, você escolhe alguns, ou manifesta apreço por alguns somente.
E tenta mantÊ-los ao seu lado.
Tenta ama-los.
Tenta tê-los.
Quantas vezes eu disse que eu te quero? Mas não disse como?
Porque o como não importa, importa?

O como depende de dois, não de um só. O querer somente de um. Que tem que ser compartilhado por dois pra ser de fato um querer...

Em suma.

E não atiro pedras em quem não dá frutos.
Ou pelo menos não dá o retorno que alguém espera...
Porque não há o que esperar... Esperar algo é o primeiro caminho pra frustação...

Pq não se pode controlar a mente dos outros. E nem se espera controlar a mente de alguém que você gosta, isso seria inadmissível e uma tortura sem nome. Indução, cobrança... tudo isso termina com qualquer relacionamento. E eu prezo os meus relacionamentos. Mesmo que na maioria das vezes a minha conduta não o demonstre.

E neste post eu quero dizer o seguinte.

Eu vivo cercado pelo nada, o vazio que permeia minha mente, e me causa paixões momentâneas,nenhum amigo consegue entrar nesse âmbito a não ser que eu deixe, que eu permita... E até hoje todos os amigos que conseguiram, sabem quem são,e eu busco cada vez mais pessoas que me compreendam. Que alcancem isso. E estes momentos estão em lapsos de lembranças das quais nunca esquecerei.

isso pra mim é o que mais importa. Algo para eu lembrar com um sorriso no rosto, e não com arrependimento,mesmo que eu não tenha feito.

Felipe Gonçalves Da Silva. Ou Angell Kinney Mayfair.

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